Degusto o prazer árduo da cela prisional
Preso na emboscada da luta de liberdade da fala
Travada no campo da batalha da luta das verdades
Entre a liberdade de falar as verdadeiras verdades
E a liberdade bélica de escamotear as verdades perversas
Arrisco secretamente polir e lubrificar a minha arma
Na sela vigiada vinte quatro horas
Por homens armados dos pés até aos dentes
Que até seguem a minha sombra
Mesmo nas esquinas escuras da cela
Para imobilizar o disparo da minha arma
A minha arma não é bélica
Mas ela é poderosa
Ela não dispara para matar
Apenas para dissipar dúvidas
Esclarecer verdades
Ou mesmo para dizer as verdades
Escondidas no poder bélico
A minha marcha é longa
Nem com isso vou desistir
O meu inimigo é bravo
Mas o enfrentarei
Sempre com a minha arma, a palavra
No disparo sem sangue
Tenho consciência de tudo que é
Tenho a certeza de tudo que faço
Tenho a convicção de tudo que quero
Nesta penitenciária
Em que o bom recluso
É aquele que parafraseia ordens
Enterra a sua sabedoria
E veste máscaras de ideologias…
Em busca de pão
Para a sobrevivência da sua pança
A minha marcha é longa
Nem com isso vou desistir
O meu inimigo é bravo
Mas o enfrentarei
Sempre com a minha arma, a palavra
No disparo sem sangue
Em busca da minha total liberdade
Liberdade de expressão
Liberdade política
E dignidade de ser
Um verdadeiro cidadão democrático
Onde o mar respira, o coração repousa.
-
O mar respira em ondas,
o coração pulsa em marés.
Ambos guardam profundezas
que ninguém lê de uma só vez.
O mar nunca está completamente quieto.
Me...
Há 2 semanas

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